8 de jun de 2012

O começo.



Era sábado e o dia estava lindo além da janela, almoço entre amigos e essa seria a ocasião que uniria o coração daquelas livres moças para sempre. Ainda era cedo e uma dessas moças ja estava a espera da outra que também não demorou para chegar. Então se sentou sofá da sala com as pessoas que já estavam lá e tiveram alguns minutos de prosa... Depois de algum tempo mais convidados chegaram e a sala foi ficando cheia, logo depois as duas foram para o quarto e lá permaneceram durante praticamente todo o dia. Entre muitas conversas e risadas elas trocaram carinhos e, aparentemente, as duas gostaram do que estava acontecendo naquele momento. Era um carinho diferente, havia um sentimento por trás daqueles singelos afagos. Foi uma tarde especial, mas como todas as outras ela iria acabar e a noite chegou. A moça que esteve de visita teve que partir e durante uma semana elas sentiram uma saudade absurda, daquelas que não sente sempre, saudade essa que lhes pareciam faltar um pedaço, era como se uma tivesse levado um pouco da outra e elas só se sentiriam completas quando estivessem juntas novamente.
Então finalmente, chegara o dia do reencontro e lá estavam as duas juntas novamente, dois corpos distintos e apenas um coração. Elas se encontraram no shopping e ao se verem, ainda distantes, um sorriso bobo surgiu no semblante de ambas e era nítido aquele brilho no olhar daquelas moças apaixonadas. Aquilo era o que se podia descrever como felicidade! Tomaram sorvetes, deram algumas boas risadas e foram pra casa. Passaram a tarde inteira sozinhas e juntas. As duas, mais uma vez naquele quarto, deitadas naquela cama e enquanto as horas passavam um lençol preto cobria o céu e dali a alguns minutos já era hora de dormir. A moça se deitou chamou a outra para deitar-se com ela e de onde estavam dava pra ver a lua e apenas ela era testemunha daquele amor que tinha nascido e já havia tomado conta daqueles dois jovens corações e foi ali que as duas permaneceram, durante toda a noite, uma acomodada no peito da outra, uma afagando os cabelos macios da outra e aquele clima de romance no ar.  Sabiam que na manha seguinte haveriam de se despedir novamente, mas ficava a certeza de que agora, as duas se pertenciam. O sol iluminou o quarto e a moça que estava de visita, mais uma vez, teria que partir. Partiu e levou com ela mais um pedacinho, deixando apenas a saudade e agora já havia muita saudade, a vontade de estar perto só aumentava e assim se passou mais alguns dias.
Segunda feira, a moça passou a manhã inteira nervosa esperando pela chegada da outra e logo no inicio da tarde ela estava lá, passaram mais um dia cheio de conversas e risadas que as envolviam de tal forma que as horas passavam sem nem ao menos perceberem. E, logo a noite chegou e essa era hora que não havia mais ninguém, só as duas acompanhadas do silêncio, do escuro e da lua que iluminava seus rostos ansiosos. O primeiro beijo e tudo aconteceu de um jeito tão singelo e tão puro.
Passaram uma semana juntas... Uma semana tão bonita, tão mágica e cada milésimo de segundo era único. Cada olhar, cada abraço, cada gesto, cada toque, cada beijo, tudo era dado como se fosse o ultimo e elas sabiam que, apesar de serem os primeiros, seria também os últimos, de fato. Aquela vontade de estar junto chegava de manha, aumentava com o passar das horas e entrava noite e madrugada a dentro, onde, finalmente as duas podiam se pertencer uma a outra, enfim.
Chegou então o dia de mais uma despedida, só que dessa vez quem iria partir não seria a moça que sempre estava de visita e sim a moça que sempre esteve a sua espera. E a saudade duraria não apenas uma ou duas semanas, duraria bem mais que isso, meses e talvez até um ano.  Prometeram uma a outra que o amor seria maior que qualquer coisa, algumas lágrimas rolaram nos rostos aflitos, um beijo e tchau!

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Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?

Uma vida com saudade

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